A crise envolvendo os trabalhadores da limpeza urbana de Sete Lagoas ganhou mais um capítulo grave. Desta vez, a Prefeitura é acusada de descumprir uma ordem direta da Justiça do Trabalho, mesmo diante de uma situação considerada urgente e de caráter alimentar para centenas de famílias.

De acordo com ação movida pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Sete Lagoas, o Município ignorou decisão da 1ª Vara do Trabalho que determinava o bloqueio de até R$ 999 mil em valores devidos à empresa LITUCERA Limpeza e Engenharia Ltda. O objetivo era garantir o pagamento de salários atrasados aos trabalhadores.

A decisão judicial foi clara ao estabelecer que os valores deveriam ser bloqueados e colocados à disposição do Juízo para posterior destinação aos funcionários. No entanto, segundo o sindicato, a Prefeitura não cumpriu a determinação e ainda apresentou petição tentando se retirar do polo passivo da ação, atitude considerada inadequada diante da urgência do caso.

Na avaliação do sindicato, a postura do Executivo municipal demonstra descaso não apenas com a Justiça, mas principalmente com os trabalhadores, que enfrentam dificuldades financeiras e até insegurança alimentar. O documento também alerta para o risco social da paralisação de um serviço essencial, como a coleta de lixo, caso a situação continue sem solução.

Diante do descumprimento, o sindicato solicitou ao Judiciário o bloqueio das contas bancárias da Prefeitura de Sete Lagoas, no valor de R$ 999 mil, além da aplicação de multa por descumprimento injustificado da decisão.

Enquanto Prefeitura e empresa discutem responsabilidades no campo jurídico, trabalhadores seguem sem receber, famílias continuam sofrendo e a população corre o risco de sentir os reflexos diretos da crise na prestação de serviços básicos. O caso levanta questionamentos sobre a condução da administração municipal e a prioridade dada aos direitos trabalhistas em Sete Lagoas.

Fonte: Portal lanews (https://www.instagram.com/portal_lanews/)

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